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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Corrida dos Namorados: esqueça os bombons e vá correr :)

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Um jantar romântico, um passeio a dois, flores, corações, bombons. Resume-se a isto – e a mais algumas surpresas – o dia dos namorados de milhões de casais espalhados pelo mundo. Se é bonito? Sim. Piroso? Muito provavelmente. Se é original? Não.
A proposta da Xistarca é muito mais criativa: em 2017, corra ao lado do seu namorado, marido, amigo especial, na Corrida dos Namorados, que tem data marcada para 18 de fevereiro.
Acontece no Parque Urbano do Jamor e há três formas de participar: ou na corrida de sete quilómetros, ou na corrida de duplas (cada elemento percorre 3,5 quilómetros) ou numa caminhada de 3,5 quilómetros.
As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até 15 de fevereiro, através do site ou nas instalações da Xistarca, que ficam na Calçada da Tapada, 71A, na zona de Alcântara, em Lisboa.
Vamos a valores: até 7 de fevereiro, a corrida de 2 elementos tem o valor de 15€, a prova aberta de 7,5€ e a caminhada de 5€. Excedendo esta data, e até 15 de fevereiro, os valores aumentam para 20€, 10€ e 7,5€.
Vamos?
Superem-se e surpreendam!

Catarina Gonçalves

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Alta competição e estudo “é como ter um trabalho fora da escola"

Hoje decidi partilhar com vocês uma reportagem do Jornal Público, a qual, me revejo, pois eu também tive a minha "carreira" desportiva como ginasta enquanto estudava, sem ter tempo para nada. 

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Mais de 50 alunos entraram num projecto-piloto para conjugar treinos, provas e aulas. Taxa de sucesso do primeiro período: 91,2%.

AMUEL SILVA (Texto) e NELSON GARRIDO (Fotografia) 

As terças-feiras de Francisca Ribeiro são uma correria. É o dia da semana em que as aulas terminam mais tarde, às 16h30. Uma hora depois começa o treino no ginásio do Boavista. O facto de a Escola Básica e Secundária Fontes Pereira de Melo, onde frequenta o 5º ano, ficar praticamente em frente às instalações do clube do Porto joga a seu favor. Mas não o suficiente para os hábitos da ginasta: “Eu gosto de ir mais cedo para alongar bem”. Nos dias em que não tem aulas, àquela hora já está à porta do local de treino.


Quando isso acontecer, Francisca Ribeiro espera estar em condições de representar Portugal nos Jogos Olímpicos. É para isso que treina agora, mas não foi o que a levou a praticar ginástica rítmica, aos 4 anos, antes uma decisão familiar: “em casa estava sempre a fazer cambalhotas e a minha mãe tinha medo que eu me magoasse e inscreveu-me na ginástica”. Desde então, já subiu a vários pódios em torneios um pouco por toda a Europa e chegou aos estágios da selecção nacional da modalidade, onde está classificada como “atleta de alto potencial”. As UAARE integram tanto estudantes que estão classificados com o estatuto de atletas de alta competição – que o ME estima que sejam cerca de 200 no ensino obrigatório – e aqueles que, como Francisca, têm o potencial para vir a beneficiar desse estatuto, em função do enquadramento definido por cada uma das federações e pela respetiva escola.

No último estágio da selecção, a ginasta de 10 anos teve que faltar três dias à escola. Os professores não estranharam. “Agora são informados atempadamente e encaram a situação de forma completamente diferente. Antes, muitos não percebiam porque é que os alunos estavam a faltar”, conta Pedro Seco, que coordena a UAARE da Fontes Pereira de Melo. Nesta escola, estiveram dez atletas envolvidos no projecto no 1º período – aos quais se juntou esta semana uma tenista que se mudou de um dos principais colégios privados da cidade para a escola neste 2ª período por ter percebido que ia ter mais apoio na escola pública por causa deste projecto.

“Os professores muitas vezes nem sabiam que nós praticávamos um desporto ao mais alto nível. Agora compreendem que isto é quase como um trabalho fora da escola”, confirma Diogo Santos, 17 anos, aluno do 12º ano e jogador de andebol. Apesar de ter ainda idade júnior, tem jogado na 1ª divisão da modalidade, ao serviço dos Águas Santas. Está na Fontes Pereira de Melo desde o 6º ano e percebeu as mudanças que a implementação do projecto da UAARE representou na sua relação com os professores.

Fazer circular a informação foi a primeira mudança das UAARE. Os docentes sabem agora quando os seus alunos têm compromissos desportivos como provas ou estágios e recebem mapas com a indicação das épocas em que há maior concentração de competições. Nessa fase, é-lhes pedido que não sobrecarreguem os estudantes e, em contrapartida, são indicados os períodos ideais para que lhes seja pedido um esforço suplementar na escola.

Neste primeiro ano, estão integrados no projecto 52 alunos, do 5º ao 12º ano, envolvendo 11 modalidades: da canoagem, à natação, passando pelo ténis ou kung fu. Os resultados têm sido “muito positivos”, avalia Victor Pardal, que coordena as UAARE a nível nacional. O indicador de sucesso destes estudantes (medido pelo número de disciplinas em que os alunos tiveram notas positivas) situou-se, no 1º período, nos 91,2%. Já as notas médias dos alunos que frequentam o ensino secundário estão nos 13,03 valores (escala de 0 a 20), ao passo que no 3º ciclo são de 3,82 (escala de 1 a 5). 

Além da escola do Porto, estão envolvidas no projecto-piloto outras três: a Secundária Amélia Rey Colaço, em Linda-a-Velha, a Secundária de Rio Maior e a Secundária de Montemor-o-Velho. Em cada uma, foi constituída uma equipa pedagógica, que envolve o director, o professor acompanhante, o psicólogo da escola e os professores das disciplinas e os professores de apoio.

Todos os estudantes das UAARE têm ainda à sua disposição a Sala de Apoio Aprender Mais, que tem um dimensão física e outra digital. Cada escola tem um horário reservado para que os alunos-atletas possam apoio personalizado requisitar a presença de um professor da disciplina que pretendem trabalhar, para tirar dúvidas, ou recuperar matéria, preparar para testes e exames. Na internet, têm também disponíveis materiais curriculares e de apoio numa plataforma informática (moodle) para que, quando estão em estágios, competições ou mesmo em casa, possam ir estando a par dos conteúdos que estão a ser lecionados aos seus colegas de turma. Os alunos têm igualmente professores a quem podem recorrer, por Skype e ou e-mail em caso de dúvidas.

“Estes alunos têm uma vida infernal”, sublinha Victor Pardal – “têm uma vida com dupla jornada de trabalho, cinco horas de aulas e cinco horas de treino, em média, por dia”. A ginasta Francisca Ribeiro treina seis dias por semana. De segunda a sexta, três horas consecutivas a partir das 17h30. Aos sábados treina durante todo o dia, num total de nove horas. Diogo Santos treina frequentemente duas vezes por dia: primeiro com a equipa sénior do Águas Santas, em seguida com os colegas da sua idade. Também costuma jogar em ambos os dias do fim-de-semana por ambos os escalões. “Não há muito tempo para estudar”, confessa.

Pardal foi o responsável pela pré-história desta ideia, que remonta a 2009, quando criou o Gabinete de Apoio ao Alto Rendimento na escola Secundária de Montemor-o-Velho. “Tínhamos vários alunos a frequentar a escola que eram atletas no centro de alto rendimento do concelho e para os quais não havia respostas pedagógicas”, recorda ao PÚBLICO o professor que hoje coordena as UAARE a nível nacional. Em seis anos, passaram pelo projecto de mais de 80 alunos e o Ministério da Educação, através da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, acabou por pegar na ideia e aplicá-la a nível nacional.


In Público.

Catarina Gonçalves

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

NEUROCIENTISTAS EXPLICAM COMO CORRER MUDA O NOSSO CÉREBRO E AFECTA O NOSSO PENSAMENTO

“Correr é um caminho para a autoconsciência e confiança – pode empurrar-se a extremos e aprender a dura realidade das suas limitações físicas e mentais ou caminhar em silêncio por um caminho solitário assistindo a terra sob seus pés.” – Doris Brown Heritage.
Está familiarizado com esse sentimento? Tem uma visão sobre o seu eu emocional e físico enquanto corre? Gostou da sensação do vento contra seu rosto e a liberdade de estar ao ar livre sozinho com os seus pensamentos? Pode sentir que após uma boa corrida a sua mente está clara e pronta para absorver informações. Também pode achar que a sua perspectiva é mais positiva depois de uma corrida, e que as coisas que lhe incomodavam já não parecem tão ruins. Bem, os seus sentimentos têm uma base científica. Uma pesquisa realizada no campo da neurociência mostra os efeitos do exercício aeróbico na clareza cognitiva e bem-estar emocional.

Novos neurónios seriam criados

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Antes era aceite que nós nascemos com uma certa quantidade de neurónios, e que no momento em que nos tornávamos adultos os neurónios deixariam de ser criados. Isto, no entanto, foi provado como errado. Através de pesquisa em animais, foi descoberto que novos neurónios são continuamente produzidos no cérebro ao longo de toda a vida. Karen Postal, presidente da Academia Americana de Neuropsicologia Clínica, diz que a única atividade mostrada para desencadear o nascimento destes novos neurónios é o exercício aeróbico vigoroso. “Se está a exercitar-se e a suar – cerca de 30 a 40 minutos – novas células cerebrais estão a nascer”, diz Postal. Então, suar na passadeira do ginásio ou na rua está a fazer muito bem ao seu cérebro e ajudando-o a permanecer mentalmente saudável pelos próximos anos.

Pessoas que correm podem recuperar-se de emoções negativas mais rapidamente

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Num estudo realizado por Emily Bernstein e Richard McNally, verificou-se que o exercício aeróbico pode ajudar a reduzir as emoções negativas. Bernstein é uma corredora que refere “noto que me sinto melhor quando estou ativa”. Ela queria descobrir o motivo e saber exatamente o efeito que o exercício tem sobre nós próprios. Assim, o estudo propôs-se a analisar a forma como o exercício altera o modo como as pessoas reagem às suas emoções. Os participantes foram orientados a estarem parados e outros a correr durante 30 minutos e depois ambos assistiram à cena final do filme de 1979, O Campeão. Em seguida, os participantes relataram as suas respostas emocionais. Verificou-se que aqueles que tinham corrido por 30 minutos recuperaram-se mais rapidamente da sua experiência emocional triste do que aqueles que tinham apenas ficado parados sem qualquer atividade física aeróbia.

A memória de trabalho seria reforçada

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Um estudo recente intitulado: “Acute Aerobic Exercise Increases Cortical Activity during Working Memory: A Functional MRI Study in Female College Students” (Exercício Aeróbio Forte Aumenta a Atividade Cortical durante Memória de Trabalho: Um estudo de ressonância magnética funcional em universitárias) mostra o efeito do exercício aeróbio sobre a função cognitiva. O estudo analisou o efeito de uma sessão de exercício aeróbio sobre a memória de trabalho. Quinze mulheres jovens participaram do estudo. As participantes foram examinadas, após uma sessão de exercício agudo, usando um MRI (ressonância magnética), enquanto realizavam uma tarefa de memória de trabalho. Verificou-se que o córtex e o hemisfério frontal esquerdo mostraram sinais de melhoria nos processos de controlo. A partir dessas constatações, os pesquisadores notaram que: “o exercício agudo poderá beneficiar a memória de trabalho num nível macro-neural.” Assim, o estudo mostra uma ligação entre exercícios aeróbicos e melhoria na memória.

Conclusão

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Da próxima vez em que estiver numa corrida, saiba que está fazendo um enorme bem a si próprio. Não está apenas a ajudar o seu cérebro num nível neurológico, mas também está a trabalhar para melhorar a sua saúde emocional. As suas habilidades cognitivas, como a memória, serão melhoradas, e a sua visão da vida provavelmente será mais positiva. Se você ainda não corre, pode querer tirar os tênis do armário e dar-lhes uma chance! Bora!!

Por Catarina Gonçalves

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Feliz dia da Atividade Física!

Hoje é o Dia Mundial da Atividade Física, aproveitem ao máximo!
A nível científico, as provas de que ao treinares os níveis de dopamina e serotonina aumentam, são mais que muitas! Para além destes factos e de poderes ver o teu corpo moldar-se como queres, em cada experiência de sucesso nos treinos, aumenta passo a passo a tua auto-confiança, levando-te a um desempenho cada vez melhor!

Por isso, não serás apenas mais atlético e fit, mas também positivo, confiante – e mais feliz!



Superem-se! 


por Catarina Gonçalves