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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Má alimentação dos portugueses já se nota nos novos casos de cancro (Expresso)

Segundo o Expresso, os Tumores malignos do cólon são cada vez mais expressivos, deixando para trás neoplasias do pulmão ou do estômago, por exemplo. Médicos garantem que a culpa é da dieta menos mediterrânica.



Menos sopa e pouca fruta somada a manteiga em vez de azeite e a reduzidas leguminosas, por exemplo, é igual a mais cancros do cólon. Dados recentes sobre a incidência dos tumores malignos em Portugal, de 2009, mostram que as neoplasias do cólon são cada vez mais expressivas, só não destronando as da mama na mulher e da próstata no homem.

"As mudanças no cancro têm de ter décadas para se notarem e a subida no cólon, quase igual para homens e mulheres, é devida às alterações na alimentação, sobretudo nos grandes centros urbanos", explica Ana Miranda, diretora do Registo Oncológico Regional do Sul (ROR-Sul), que esta quarta-feira termina as suas jornadas com a divulgação das estatísticas nacionais. A médica do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa alerta que é preciso "regressar à alimentação mediterrânica, com sopas, frutas, vegetais; reduzir o sal, a gordura e o açúcar".


QUASE 45 MIL NOVOS CANCROS EM 2009
Segundo os dados publicados, em 2009 o país diagnosticou 44.605 novas neoplasias malignas, das quais 24.220 nos homens e 20.385 nas mulheres. A próstata nos homens, com 5433 casos nesse ano, e a mama nas mulheres, com 5966 novos tumores, continuam a ser a maior ameaça, respetivamente.

Nos restantes tipos de cancro, o cólon surge como o principal agressor para ambos os sexos, quase por igual, e já à frente dos comumente ameaçadores pulmão e estômago. Foram diagnosticados 4951 novos tumores malignos do cólon, 2860 em homens e 2091 em mulheres, e 3512 da traqueia, brônquios e pulmão (2721 nos homens) e 2942 no estômago, dos quais 1767 no sexo masculino e 1175 entre mulheres.

Há 26 anos a estudar a evolução do cancro, Ana Miranda tem a certeza de que "é necessária mais prevenção primária" e que "não chega falar no Dia do Cancro". Na sua opinião, "faz falta uma estratégia consertada como a que já existe para a alimentação saudável nas escolas".


CARNE VERMELHA EM EXCESSO AUMENTA RISCO DE CANCRO
Os efeitos negativos do consumo continuado de alimentos processados teve ainda recentemente um alerta da própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Em outubro do ano passado, salsichas, presunto, chouriço ou bacon foram incluídos na lista de substâncias que provocam cancro, reforçando assim um risco que já estava identificado e declarado pelo Fundo Internacional para a Investigação Mundial do Cancro desde 2007.

As pesquisas feitas pelos investigadores da OMS, através da Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC), demonstraram provas suficientes para incluir a carne vermelha processada entre as mais de 100 substâncias indutoras de neoplasias. No caso da carne, o perigo está no consumo expressivo e diário.
In, Expresso.sapo.pt.

Superem-se! Catarina Gonçalves

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Corrida dos Namorados: esqueça os bombons e vá correr :)

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Um jantar romântico, um passeio a dois, flores, corações, bombons. Resume-se a isto – e a mais algumas surpresas – o dia dos namorados de milhões de casais espalhados pelo mundo. Se é bonito? Sim. Piroso? Muito provavelmente. Se é original? Não.
A proposta da Xistarca é muito mais criativa: em 2017, corra ao lado do seu namorado, marido, amigo especial, na Corrida dos Namorados, que tem data marcada para 18 de fevereiro.
Acontece no Parque Urbano do Jamor e há três formas de participar: ou na corrida de sete quilómetros, ou na corrida de duplas (cada elemento percorre 3,5 quilómetros) ou numa caminhada de 3,5 quilómetros.
As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até 15 de fevereiro, através do site ou nas instalações da Xistarca, que ficam na Calçada da Tapada, 71A, na zona de Alcântara, em Lisboa.
Vamos a valores: até 7 de fevereiro, a corrida de 2 elementos tem o valor de 15€, a prova aberta de 7,5€ e a caminhada de 5€. Excedendo esta data, e até 15 de fevereiro, os valores aumentam para 20€, 10€ e 7,5€.
Vamos?
Superem-se e surpreendam!

Catarina Gonçalves

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Alta competição e estudo “é como ter um trabalho fora da escola"

Hoje decidi partilhar com vocês uma reportagem do Jornal Público, a qual, me revejo, pois eu também tive a minha "carreira" desportiva como ginasta enquanto estudava, sem ter tempo para nada. 

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Mais de 50 alunos entraram num projecto-piloto para conjugar treinos, provas e aulas. Taxa de sucesso do primeiro período: 91,2%.

AMUEL SILVA (Texto) e NELSON GARRIDO (Fotografia) 

As terças-feiras de Francisca Ribeiro são uma correria. É o dia da semana em que as aulas terminam mais tarde, às 16h30. Uma hora depois começa o treino no ginásio do Boavista. O facto de a Escola Básica e Secundária Fontes Pereira de Melo, onde frequenta o 5º ano, ficar praticamente em frente às instalações do clube do Porto joga a seu favor. Mas não o suficiente para os hábitos da ginasta: “Eu gosto de ir mais cedo para alongar bem”. Nos dias em que não tem aulas, àquela hora já está à porta do local de treino.


Quando isso acontecer, Francisca Ribeiro espera estar em condições de representar Portugal nos Jogos Olímpicos. É para isso que treina agora, mas não foi o que a levou a praticar ginástica rítmica, aos 4 anos, antes uma decisão familiar: “em casa estava sempre a fazer cambalhotas e a minha mãe tinha medo que eu me magoasse e inscreveu-me na ginástica”. Desde então, já subiu a vários pódios em torneios um pouco por toda a Europa e chegou aos estágios da selecção nacional da modalidade, onde está classificada como “atleta de alto potencial”. As UAARE integram tanto estudantes que estão classificados com o estatuto de atletas de alta competição – que o ME estima que sejam cerca de 200 no ensino obrigatório – e aqueles que, como Francisca, têm o potencial para vir a beneficiar desse estatuto, em função do enquadramento definido por cada uma das federações e pela respetiva escola.

No último estágio da selecção, a ginasta de 10 anos teve que faltar três dias à escola. Os professores não estranharam. “Agora são informados atempadamente e encaram a situação de forma completamente diferente. Antes, muitos não percebiam porque é que os alunos estavam a faltar”, conta Pedro Seco, que coordena a UAARE da Fontes Pereira de Melo. Nesta escola, estiveram dez atletas envolvidos no projecto no 1º período – aos quais se juntou esta semana uma tenista que se mudou de um dos principais colégios privados da cidade para a escola neste 2ª período por ter percebido que ia ter mais apoio na escola pública por causa deste projecto.

“Os professores muitas vezes nem sabiam que nós praticávamos um desporto ao mais alto nível. Agora compreendem que isto é quase como um trabalho fora da escola”, confirma Diogo Santos, 17 anos, aluno do 12º ano e jogador de andebol. Apesar de ter ainda idade júnior, tem jogado na 1ª divisão da modalidade, ao serviço dos Águas Santas. Está na Fontes Pereira de Melo desde o 6º ano e percebeu as mudanças que a implementação do projecto da UAARE representou na sua relação com os professores.

Fazer circular a informação foi a primeira mudança das UAARE. Os docentes sabem agora quando os seus alunos têm compromissos desportivos como provas ou estágios e recebem mapas com a indicação das épocas em que há maior concentração de competições. Nessa fase, é-lhes pedido que não sobrecarreguem os estudantes e, em contrapartida, são indicados os períodos ideais para que lhes seja pedido um esforço suplementar na escola.

Neste primeiro ano, estão integrados no projecto 52 alunos, do 5º ao 12º ano, envolvendo 11 modalidades: da canoagem, à natação, passando pelo ténis ou kung fu. Os resultados têm sido “muito positivos”, avalia Victor Pardal, que coordena as UAARE a nível nacional. O indicador de sucesso destes estudantes (medido pelo número de disciplinas em que os alunos tiveram notas positivas) situou-se, no 1º período, nos 91,2%. Já as notas médias dos alunos que frequentam o ensino secundário estão nos 13,03 valores (escala de 0 a 20), ao passo que no 3º ciclo são de 3,82 (escala de 1 a 5). 

Além da escola do Porto, estão envolvidas no projecto-piloto outras três: a Secundária Amélia Rey Colaço, em Linda-a-Velha, a Secundária de Rio Maior e a Secundária de Montemor-o-Velho. Em cada uma, foi constituída uma equipa pedagógica, que envolve o director, o professor acompanhante, o psicólogo da escola e os professores das disciplinas e os professores de apoio.

Todos os estudantes das UAARE têm ainda à sua disposição a Sala de Apoio Aprender Mais, que tem um dimensão física e outra digital. Cada escola tem um horário reservado para que os alunos-atletas possam apoio personalizado requisitar a presença de um professor da disciplina que pretendem trabalhar, para tirar dúvidas, ou recuperar matéria, preparar para testes e exames. Na internet, têm também disponíveis materiais curriculares e de apoio numa plataforma informática (moodle) para que, quando estão em estágios, competições ou mesmo em casa, possam ir estando a par dos conteúdos que estão a ser lecionados aos seus colegas de turma. Os alunos têm igualmente professores a quem podem recorrer, por Skype e ou e-mail em caso de dúvidas.

“Estes alunos têm uma vida infernal”, sublinha Victor Pardal – “têm uma vida com dupla jornada de trabalho, cinco horas de aulas e cinco horas de treino, em média, por dia”. A ginasta Francisca Ribeiro treina seis dias por semana. De segunda a sexta, três horas consecutivas a partir das 17h30. Aos sábados treina durante todo o dia, num total de nove horas. Diogo Santos treina frequentemente duas vezes por dia: primeiro com a equipa sénior do Águas Santas, em seguida com os colegas da sua idade. Também costuma jogar em ambos os dias do fim-de-semana por ambos os escalões. “Não há muito tempo para estudar”, confessa.

Pardal foi o responsável pela pré-história desta ideia, que remonta a 2009, quando criou o Gabinete de Apoio ao Alto Rendimento na escola Secundária de Montemor-o-Velho. “Tínhamos vários alunos a frequentar a escola que eram atletas no centro de alto rendimento do concelho e para os quais não havia respostas pedagógicas”, recorda ao PÚBLICO o professor que hoje coordena as UAARE a nível nacional. Em seis anos, passaram pelo projecto de mais de 80 alunos e o Ministério da Educação, através da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, acabou por pegar na ideia e aplicá-la a nível nacional.


In Público.

Catarina Gonçalves

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Construção Muscular - Fisiologia do Treino

Olá a todos!!!

Hoje venho falar-vos um pouco da fisiologia do treino, mostrando o tempo que leva à construção muscular.

Foto de Help Saúde.

Por isso...Bora lá treinar!
Ser saudável faz bem! 


Superem-se! 

Catarina Gonçalves

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Há açúcar escondido (e em excesso) nos alimentos. Com imagens!

Fotógrafo quer mostrar o açúcar escondido nos alimentos da mesma 
forma que a indústria seduz o consumidor.





























Um iogurte Activia de morango e romã 0% da marca Danone tem quatro cubos de açúcar, ou seja 16 gramas, e um iogurte da Nestlé para bebés tem 9 gramas de açúcar.
Os números são revelados pelo projeto SinAzucar.org, que pretende revelar a verdadeira quantidade de açúcar presente nos alimentos que consumimos no dia a dia. Desta forma, torna-se mais fácil escolher comidas mais saudáveis e evitar problemas de saúde como a obesidade, as diabetes e as doenças cardíacas.
Antonio Rodríguez Estrada, criador do projeto, afirma no site que o objetivo é mostrar a realidade "usando a mesma linguagem visual que a indústria utiliza para vender os seus produtos". Isto significa publicar "fotografias limpas com iluminação cuidada, retoque atrativo e impacto visual".
Enquanto alguns números não são tão inesperados, como a grande quantidade de açúcar na Coca-Cola - 53 gramas de açúcar por meio litro da bebida - alguns valores podem surpreender. Um pacote de molho de tomate de 210 ml tem quatro cubos de açúcar, por exemplo, e uma lata da bebida energética Monster tem 15 cubos.
"A indústria alimentar apresenta seus produtos de forma brilhante para seduzir o consumidor", disse o fotógrafo espanhol ao El País. "Se quisermos lutar contra este marketing, devemos estar ao mesmo nível que eles e usar as suas próprias armas para criar imagens atraentes que comuniquem de forma eficaz".
Num vídeo publicado no Instagram, o Rodríguez mostrou como fotografa a comida e os efeitos que usa para as imagens ficarem mais apelativas.
A ideia não é novidade pois há pelo menos mais dois projetos com o mesmo objetivo - o Instagram Dealerdesucre e o site Sugar Stacks - mas, de qualquer forma, tem recebido um feedback positivo, principalmente nas redes sociais e por parte dos nutricionistas.
Obrigada por assistirem.
Superem-se! Catarina Gonçalves

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

NEUROCIENTISTAS EXPLICAM COMO CORRER MUDA O NOSSO CÉREBRO E AFECTA O NOSSO PENSAMENTO

“Correr é um caminho para a autoconsciência e confiança – pode empurrar-se a extremos e aprender a dura realidade das suas limitações físicas e mentais ou caminhar em silêncio por um caminho solitário assistindo a terra sob seus pés.” – Doris Brown Heritage.
Está familiarizado com esse sentimento? Tem uma visão sobre o seu eu emocional e físico enquanto corre? Gostou da sensação do vento contra seu rosto e a liberdade de estar ao ar livre sozinho com os seus pensamentos? Pode sentir que após uma boa corrida a sua mente está clara e pronta para absorver informações. Também pode achar que a sua perspectiva é mais positiva depois de uma corrida, e que as coisas que lhe incomodavam já não parecem tão ruins. Bem, os seus sentimentos têm uma base científica. Uma pesquisa realizada no campo da neurociência mostra os efeitos do exercício aeróbico na clareza cognitiva e bem-estar emocional.

Novos neurónios seriam criados

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Antes era aceite que nós nascemos com uma certa quantidade de neurónios, e que no momento em que nos tornávamos adultos os neurónios deixariam de ser criados. Isto, no entanto, foi provado como errado. Através de pesquisa em animais, foi descoberto que novos neurónios são continuamente produzidos no cérebro ao longo de toda a vida. Karen Postal, presidente da Academia Americana de Neuropsicologia Clínica, diz que a única atividade mostrada para desencadear o nascimento destes novos neurónios é o exercício aeróbico vigoroso. “Se está a exercitar-se e a suar – cerca de 30 a 40 minutos – novas células cerebrais estão a nascer”, diz Postal. Então, suar na passadeira do ginásio ou na rua está a fazer muito bem ao seu cérebro e ajudando-o a permanecer mentalmente saudável pelos próximos anos.

Pessoas que correm podem recuperar-se de emoções negativas mais rapidamente

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Num estudo realizado por Emily Bernstein e Richard McNally, verificou-se que o exercício aeróbico pode ajudar a reduzir as emoções negativas. Bernstein é uma corredora que refere “noto que me sinto melhor quando estou ativa”. Ela queria descobrir o motivo e saber exatamente o efeito que o exercício tem sobre nós próprios. Assim, o estudo propôs-se a analisar a forma como o exercício altera o modo como as pessoas reagem às suas emoções. Os participantes foram orientados a estarem parados e outros a correr durante 30 minutos e depois ambos assistiram à cena final do filme de 1979, O Campeão. Em seguida, os participantes relataram as suas respostas emocionais. Verificou-se que aqueles que tinham corrido por 30 minutos recuperaram-se mais rapidamente da sua experiência emocional triste do que aqueles que tinham apenas ficado parados sem qualquer atividade física aeróbia.

A memória de trabalho seria reforçada

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Um estudo recente intitulado: “Acute Aerobic Exercise Increases Cortical Activity during Working Memory: A Functional MRI Study in Female College Students” (Exercício Aeróbio Forte Aumenta a Atividade Cortical durante Memória de Trabalho: Um estudo de ressonância magnética funcional em universitárias) mostra o efeito do exercício aeróbio sobre a função cognitiva. O estudo analisou o efeito de uma sessão de exercício aeróbio sobre a memória de trabalho. Quinze mulheres jovens participaram do estudo. As participantes foram examinadas, após uma sessão de exercício agudo, usando um MRI (ressonância magnética), enquanto realizavam uma tarefa de memória de trabalho. Verificou-se que o córtex e o hemisfério frontal esquerdo mostraram sinais de melhoria nos processos de controlo. A partir dessas constatações, os pesquisadores notaram que: “o exercício agudo poderá beneficiar a memória de trabalho num nível macro-neural.” Assim, o estudo mostra uma ligação entre exercícios aeróbicos e melhoria na memória.

Conclusão

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Da próxima vez em que estiver numa corrida, saiba que está fazendo um enorme bem a si próprio. Não está apenas a ajudar o seu cérebro num nível neurológico, mas também está a trabalhar para melhorar a sua saúde emocional. As suas habilidades cognitivas, como a memória, serão melhoradas, e a sua visão da vida provavelmente será mais positiva. Se você ainda não corre, pode querer tirar os tênis do armário e dar-lhes uma chance! Bora!!

Por Catarina Gonçalves